quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Resumo

                     Resumo de ALFA 1  


ARTIGO 1
SOARES, M. B. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. In: Reunião Anual da Anped, 26., Caxambu, 2003. Anais. Caxambu: ANPEd, 2003.


A invenção do letramento

Assim, é em meados dos anos de 1980 que se dá, simultaneamente, a invenção do letramento no Brasil, do illettrisme, na França, da literacia, em Portugal, para nomear fenômenos distintos daquele denominado alfabetização, alphabétisation. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, embora a palavra literacy já estivesse dicionarizada desde o final do século XIX, foi também nos anos de 1980.Entretanto, se há coincidência quanto ao momento histórico em que as práticas sociais de leitura e de escrita emergem como questão fundamental em sociedades distanciadas geograficamente, socioeconomicamente e culturalmente, o contexto e as causas dessa emersão são essencialmente diferentes em países em desenvolvimento, como o Brasil, e em países desenvolvidos, como a França, os Estados Unidos, a Inglaterra. Nos países desenvolvidos, ou do Primeiro Mundo, as práticas sociais de leitura e de escrita assumem a natureza de problema relevante no contexto da constatação de que a população, embora alfabetizada, não dominava as habilidades de leitura e de escrita necessárias para uma participação efetiva e competente nas práticas sociais e profissionais que envolvem a língua escrita.Essa autonomização, tanto na França quanto nos Estados Unidos, das questões de letramento em relação às questões de alfabetização não significa que estas últimas não venham sendo, elas também, objeto de discussões, avaliações, críticas. No Brasil, porém, o movimento se deu, de certa forma, em direção contrária: o despertar para a importância e necessidade de habilidades para o uso competente da leitura e da escrita tem sua origem vinculada à aprendizagem inicial da escrita, desenvolvendo-se basicamente a partir de um questionamento do conceito de alfabetização. Assim, ao contrário do que ocorre em países do Primeiro Mundo, como exemplificado com França e Estados Unidos, em que a aprendizagem inicial da leitura e da escrita a alfabetização, para usar a palavra brasileira mantém sua especificidade no contexto das discussões sobre problemas de domínio de habilidades de uso da leitura e da escrita problemas de letramento , no Brasil os conceitos de alfabetização e letramento se mesclam, se superpõem, freqüentemente se confundem. Esse enraizamento do conceito de letramento no conceito de alfabetização pode ser detectado tomando-se para análise fontes como os censos demográficos, a mídia, a produção acadêmica. A partir do conceito de alfabetizado, que vigorou até o Censo de 1940, como aquele que declarasse saber ler e escrever, o que era interpretado como capacidade de escrever o próprio nome; passando pelo conceito de alfabetizado como aquele capaz de ler e escrever um bilhete simples, ou seja, capaz de não só saber ler e escrever, mas de já exercer uma prática de leitura e escrita.

Em síntese, e para encerrar este tópico, conclui-se que a invenção do letramento, entre nós, se deu por caminhos diferentes daqueles que explicam a invenção do termo em outros países, como a França e os Estados Unidos. Enquanto nesses outros países a discussão do letramento illettrisme, literacy e illiteracy se fez e se faz de forma independente em relação à discussão da alfabetização apprendre à lire et à écrire, reading instruction,emergent literacy, beginning literacy , no Brasil a discussão do letramento surge sempre enraizada no conceito de alfabetização, o que tem levado, apesar da diferenciação sempre proposta na produção acadêmica, a uma inadequada e inconveniente fusão dos dois processos, com prevalência do conceito de letramento, por razões que tentarei identificar mais adiante, o que tem conduzido a um certo apagamento da alfabetização que, talvez com algum exagero, denomino desinvenção da alfabetização, de que trato em seguida.
A desinvenção da alfabetização
O neologismo desinvenção pretende nomear a progressiva perda de especificidade do processo de alfabetização que parece vir ocorrendo na escola brasileira ao longo das duas últimas décadas.

Certamente essa perda de especificidade da alfabetização é fator explicativo evidentemente, não o único, mas talvez um dos mais relevantes do atual fracasso na aprendizagem e, portanto, também no ensino da língua escrita nas escolas brasileiras, fracasso hoje tão reiterado e amplamente denunciado.a alfabetização caracterizava-se, ao contrário, por sua excessiva especificidade, entendendo-se por "excessiva especificidade" a autonomização das relações entre o sistema fonológico e o sistema gráfico em relação às demais aprendizagens e comportamentos na área da leitura e da escrita, ou seja, a exclusividade atribuída a apenas uma das facetas da aprendizagem da língua escrita. O que parece ter acontecido, ao longo das duas últimas décadas, é que, em lugar de se fugir a essa "excessiva especificidade", apagou-se a necessária especificidade do processo de alfabetização.Várias causas podem ser apontadas para essa perda de especificidade do processo de alfabetização; limitando-me às causas de natureza pedagógica, cito, entre outras, a reorganização do tempo escolar com a implantação do sistema de ciclos, que, ao lado dos aspectos positivos que sem dúvida tem, pode trazer e tem trazido uma diluição ou uma preterição de metas e objetivos a serem atingidos gradativamente ao longo do processo de escolarização; o princípio da progressão continuada, que, mal concebido e mal aplicado, pode resultar em descompromisso com o desenvolvimento gradual e sistemático de habilidades, competências, conhecimentos.

A alfabetização, como processo de aquisição do sistema convencional de uma escrita alfabética e ortográfica, foi, assim, de certa forma obscurecida pelo letramento, porque este acabou por freqüentemente prevalecer sobre aquela, que, como conseqüência, perde sua especificidade.


É preciso, a esta altura, deixar claro que defender a especificidade do processo de alfabetização não significa dissociá-lo do processo de letramento, como se defenderá adiante. Entretanto, o que lamentavelmente parece estar ocorrendo atualmente é que a percepção que se começa a ter, de que, se as crianças estão sendo, de certa forma, letradas na escola, não estão sendo alfabetizadas, parece estar conduzindo à solução de um retorno à alfabetização como processo autônomo, independente do letramento e anterior a ele. É o que estou considerando ser uma reinvenção da alfabetização que, numa afirmação apenas aparentemente contraditória, é, ao mesmo tempo, perigosa se representar um retrocesso a paradigmas anteriores, com perda dos avanços e conquistas feitos nas últimas décadas e necessária se representar a recuperação de uma faceta fundamental do processo de ensino e de aprendizagem da língua escrita. É do que se tratará no próximo tópico.

A reinvenção da alfabetização

resultados de avaliações de níveis de alfabetização da população em processo de escolarização, que se multiplicaram nas duas últimas décadas, no Brasil e em muitos outros países, têm levado a críticas a essa concepção holística da aprendizagem da língua escrita, incidindo essa crítica particularmente na ausência, no quadro dessa concepção, de instrução direta e específica para a aprendizagem do código alfabético e ortográfico. 
 Na França, a constatação de dificuldades de leitura e de escrita na população em fase de escolarização levou o Observatório Nacional da Leitura, órgão consultivo do Ministério da Educação Nacional, da Pesquisa e da Tecnologia, a divulgar, no final dos anos de 1990, o documento Apprendre à lire au cycle des apprentissages fondamentaux (Observatoire National de la Lecture, 1998), em que, com apoio em dados de pesquisas sobre a aprendizagem da leitura, afirma-se que o conhecimento do código grafofônico e o domínio dos processos de codificação e decodificação constituem etapa fundamental e indispensável para o acesso à língua escrita, "condition nécessaire, bien que non suffisante, de la comprehénsion des textes" (grifo do original), etapa que não pode ser vencida.
Nos Estados Unidos, desde o início dos anos de 1990 tem sido intensa a discussão sobre a aprendizagem da língua escrita na escola, discussão que se concentra, sobretudo, em polêmicas que contrapõem a concepção holística.
Dissociar alfabetização e letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita a alfabetização - e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita o letramento. Não são processos independentes, mas interdependentes, e indissociáveis: a alfabetização desenvolve-se no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só se pode desenvolverno contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema-grafema, isto é, em dependência da alfabetização.

A concepção "tradicional" de alfabetização, traduzida nos métodos analíticos ou sintéticos, tornava os dois processos independentes, a alfabetização a aquisição do sistema convencional de escrita, o aprender a ler como decodificação e a escrever como codificação precedendo o letramento o desenvolvimento de habilidades textuais de leitura e de escrita, o convívio com tipos e gêneros variados de textos e de portadores de textos, a compreensão das funções da escrita. Na concepção atual, a alfabetização não precede o letramento, os dois processos são simultâneos, o que talvez até permitisse optar por um ou outro termo, como sugere Emilia Ferreiro em recente entrevista à revista Nova Escola, em que rejeita a coexistência dos dois termos com o argumento de que em alfabetização estaria compreendido o conceito de letramento, ou vice-versa, em letramento estaria compreendido o conceito de alfabetização o que seria verdade, desde que se convencionasse que por alfabetização seria possível entender muito mais que a aprendizagem grafofônica, conceito tradicionalmente atribuído a esse processo, ou que em letramento seria possível incluir a aprendizagem do sistema de escrita.


Em síntese, o que se propõe é, em primeiro lugar, a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfico; em segundo lugar, e como decorrência, a importância de que a alfabetização se desenvolva num contexto de letramento - entendido este, no que se refere à etapa inicial da aprendizagem da escrita, como a participação em eventos variados de leitura e de escrita, e o conseqüente desenvolvimento de habilidades de uso da leitura e da escrita nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, e de atitudes positivas em relação a essas práticas; em terceiro lugar, o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento têm diferentes dimensões, ou facetas, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente, de modo que a aprendizagem inicial da língua escrita exige múltiplas metodologias, algumas caracterizadas por ensino direto, explícito e sistemático-particularmente a alfabetização, em suas diferentes facetas-outras caracterizadas por ensino incidental, indireto e subordinado a possibilidades e motivações das crianças; em quarto lugar, a necessidade de rever e reformular a formação dos professores das séries iniciais do ensino fundamental, de modo a torná-los capazes de enfrentar o grave e reiterado fracasso escolar na aprendizagem inicial da língua escrita nas escolas brasileiras.
 Referências bibliográficas
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domingo, 10 de agosto de 2014

ap3 teatro e Educação

Terceira Avaliação Presencial
Disciplina: Teatro e Educação
Coordenação: Prof.ª Carmela Soares
Caro (a) aluno (a):
Prezado (a) aluno (a) essa é a sua terceira AP. Leia os enunciados com atenção
e procure ser claro e objetivo na elaboração de suas respostas.
Instruções:
. Você vai encontrar 4 questões nesta prova;
. Leia atentamente todas as questões;
.Escreva com letra legível;
.Revise suas respostas e verifique se as idéias estão claras;
. Esta avaliação é individual e sem consulta;
.Responda com caneta azul ou preta.


Abaixo você tem um pequeno trecho da primeira cena da peça A menina e o
Vento de Maria Clara Machado. Leia o texto, atentamente, e depois responda as
questões propostas,
"Maria: Não provoca, Pedro... Não provoca!
Vento: Tratem de desaparecer, meninos, senão eu sopro! E e para
valer...Um...dois..
Pedro: Vento caduca...
Vento: Caduca, eu? Pois você vai ver...vou te mandar para as nuvens e lá você
é que vai caducar, fedelho de uma figa. (Começa a saprar cam tanta força que
Pedro, depois de dar umas voltas tentando resistir, sai de cena sempre
gritanda.)
Maria: Para de ventar, Vento, que Pedro está sumindo atrás daquela árvore"
Para vento.,.Pedro! Pedrol (Sai gritando e procurando resistir.)
Vento: Pronto. E assim que nós lá em cima nos livramos deles. Sem muita
conversa. (Boceja ostensivamente e torna a sua cama, mas não consegue se
deitar porque furiosa, volta Maria).
Maria: Queira soprar de volta, imediatamente, o meu irmão ou então o senhor
terá que se ver comigo.
Vento: O quê? Está me desafiando, pedacinho de gente? (Começa a rir) lsto aí
esta me ameaçando...ah! ah! ah! ah!
Maria: Para de rir, vento bobo-alegre. Não tem vergonha de ser tão velho e rir
desse jeito? Traga meu irmão de volta, já disse..
Vento: (Para bruscamente de rir) Vou te mandar para a China, menina.
Maria: Duvido. (Aceitando o desafio) E fique sabendo que sou campeã de andar
na ventania e não vai ser um ventinho qualquer que vai me levar para a China
ou para o Japão. Bem que eu gostaria de dar um passeio... se eu...
Vento: (l nterrompendo): Você disse... ventinho qualquer?
Maria: Disse. O que é que você sabe fazer mais alem de ventar? Sabe ler? Sabe
escrever? Qual é a sua educação cívica?
Vento: Chega. (Da uma forte lufada. Maria, marota, se esconde atrás dele que
procura, intrigado, sem poder encontrá-la. Fínalmente, Maria corre e se esconde
atrás de uma pedra.)
Maria: Brisa , vento, ventinho
Pode soprar espertinho...
Não tenho medo de ventania.
So receio a minha tia,
brisa, vento, ventinho,
pode soprar espertinho...
(O vento furioso começa a soprar e María deliciada ventarola pela cena ern
loucos rodopios até que sai, sempre rindo. O vento, sentindo-se vencedor, volta
para sua pedra e recosta para tornar a dormir. Começa a roncar quando Maria
volta. Vendo que o Vento não acorda ela começa a sapatear e a cantarolar" e
vento continua roncando. Por fim Maria resolve jogar amarelinha batendo com
os pés com força. O vento abre os olhos.)
Maria: Isto o senhor não sabe fazer...garanto que não sabe...
Vento: O quê? Ainda aqui?
Maria: Vou lhe chatear até você trazer Pedro de volta.
Maria: Quer dizer que o senhor não sabe lrazer ele de volta?
Vento: Que dizer que não quero lrazer ninguém de volta.
Maria (Mudando de tática): E se eu prometer nunca mais incomodá-lo na sua
toca?
Vento: Não acredito em conversa de menina."

Questão1-(3,0pontos)
A - Qual o objetivo das personagens: Pedro, Maria e o Vento?
B - Quais os possíveis conflitos dramáticos existente neste trecho?
C - Qual a função ou importância da rubrica no texto dramático? Dê um exemplo
a partir do trecho indicado"


Questão2-(3,0pontos)
A - Fale sobre a importância da linguagem corporal para a encenação teatral,
tomando como ponto de partida o trecho indicado da peça?
B - Que momentos deste trecho permite uma intensa exploração do jogo
corporal dos atores? Justifique sua resposta.


Questão3-(2,0pontos)
A - Em que lugar ficcional você acha que esta cena ocorre? Justifique sua
resposta.
B - Neste trecho, a autora sugere um objeto ou elemento concreto que nos
auxilia a reconhecer visualmente ou teatralmente este lugar. Que objeto é este?


Questão 4-(2,0 pontos)
A - Escreva o que você aprendeu sobre a vida e obra de Maria Clara Machado.


Gabarito AP1/2014.01 – História na Educação 2

Gabarito AP1/2014.01 – História na Educação 2

I. Leia com atenção e responda as questões propostas: (1 ponto) 1.
Fórum de apresentação – Questão destinada aos alunos que não realizaram esta questão na Ambiente. Se você já respondeu a questão não precisa responder novamente, apenas indique – respondida na plataforma: (1 ponto)
a. O que espera da disciplina História na Educação 2? 
b. A questão é de caráter individual e será avaliada pela coerência e argumentação.
c. Qual a função social da História na escola e na vida? 
d. A questão é de caráter individual e será avaliada pela coerência e argumentação.

II. Marque a resposta mais correta. (5 pontos)

1. “No final da Idade Média e princípio da Idade Moderna, a rota marítima apresentava vantagens sobre a terrestre. Era mais barata porque transportava maior quantidade de carga. Então os barcos mercantes saíam do Mediterrâneo e passavam em Portugal para chegar ao mar do Norte. Lisboa cresceu como um entreposto comercial. Seu porto era cada vez mais frequentado por navegadores de várias procedências.”
Como esta realidade contribuiu para Portugal em relação grandes navegações?
(A) Muitos navegadores paravam nos portos e muitas informações sobre a arte de navegar era compartilhada. Isso, somado à experiência acumulada na atividade pesqueira, foi transformando Portugal em um importante centro de navegação.
(B) Muitos navegadores paravam nos portos e muita mercadoria era comercializada tornando a cidade do Porto um dos principais pontos comerciais da Europa, dificultando a expansão marítima portuguesa.
(C) No final da Idade Média com a ocupação da Península Ibérica pelos turcos Portugal e Espanha uniram suas forças bélicas e abriram um caminho terrestre para Calcutá.
(D) Os navios mercantes saiam do Mediterrâneo e paravam na consta da Espanha e da França dificultando o crescimento comercial e marítimo de Portugal.


2. “Quando os portugueses chegaram nas terras que futuramente seriam o Brasil, não as encontraram desabitadas. Muito pelo contrário, o extenso território era povoado.”
Como se caracterizou a relação entre os portugueses e os índios (nativos)?
(A) A relação se caracterizou pela opressão dos índios (nativos), que foram submetidos a um forte processo de aculturação e escravização.
(B) A relação se caracterizou por um processo de parceria e cooperação. Os nativos estabeleceram com Portugal um processo de comercialização de pau-brasil.
(C) Os contatos entre os índios e os portugueses nem sempre foram hostis, mas também nem sempre foram pacíficos. Eles variaram segundo os interesses e os comportamentos de ambos. Ao longo da colonização, de forma geral, pode-se dizer que os portugueses assumiram uma postura arrogante diante dos índios.
(D) Todas as respostas anteriores estão erradas.


3. Sistema de colonização ou sistema colonial mercantilista (séculos XVI, XVII, XVIII) é um conjunto de procedimentos colocados em prática pelas potências marítimas, visando a tornar suas colônias fontes de enriquecimento.
O que podemos destacar dentre esses procedimentos mais comuns?
(A) A colônia deve desenvolver um comercio próprio; estabelecer parceiros comerciais e possibilitar e fortalecer a parceria colônia e metrópole com o comércio emergente.
(B) A colônia deveria ser um mercado consumidor; fornecedora de produtos comerciais; fazer comércio apenas com a metrópole e respeitar os monopólios.
(C) A colônia deveria desenvolver o processo de manufatura comercial, estabelecer parceiros comerciais, e possibilitar e fortalecer a parceria colônia e metrópole com o comércio emergente.
(D) A colônia deveria ser um mercado consumidor; estabelecer parceiros comerciais, e possibilitar e fortalecer a parceria colônia e metrópole com o comércio emergente.

4. “A Constituição de 1824 outorgada por D. Pedro I no início de 1824, a Constituição Imperial ficou em vigor durante todo o período imperial, até ser substituída em 1891 pela primeira constituição republicana. Ela estabeleceu as bases da estrutura política e do funcionamento do Império brasileiro e de suas principais instituições, como a adoção da forma de governo monárquica, hereditária e constitucional, a divisão político-administrativa do território em províncias e a separação do poder político em quatro instâncias...”
Correlacione a primeira coluna com a segunda:
(1) Imperador e ministros de Estado.
(2) Senadores e deputados.
(3) Juízes e tribunais.
(4) Imperador.
( ) Poder Legislativo
( ) Poder judiciário
( ) Poder Moderador
( ) Poder executivo
(A) 1, 2, 3, 4
(B) 4, 3, 2, 1
(C) 2, 3, 4, 1
(D) 2, 3, 1, 4
5. A idéia de República tem origem no grego: res publica. Quer dizer, coisa pública. O Estado republicano se caracteriza por dois preceitos básicos.
Quais são esses dois preceitos?
(A) 1 - deve cuidar do bem comum, do bem de todos; 2 - todos são iguais diante da lei, respondem a uma lei comum.
(B) 1 – deve cuidar do bem privado; 2 – todos são iguais perante a lei, respondendo a uma lei parcial.
(C) 1 – deve cuidar do bem publico e privado; 2 – todos são diferentes perante a lei, respondendo a uma lei que atenda as suas necessidades.
(D) Deve cuidar do bem comum, do bem de todos; 2 – todos são indiferentes a lei, ela cuida de todos mesmo que a pessoa ignore.

6. “A História do Brasil republicano pode ser compreendida a partir de determinadas rupturas políticas. Logo após cada uma destas rupturas,
houve conjunturas de incerteza, quando ainda não se sabia ao certo como seriam as novas regras do jogo.”
Correlacione a primeira coluna com a segunda:
(1) Primeira República
(2) Era Vargas
(3) Regime Democrático
(4) Ditadura civil-militar
( ) 1945 – 1964
( ) 1930 – 1945
( ) 1964 – 1979
( ) 1889 – 1930
(A) 1 – 2 – 3 – 4.
(B) 4 – 3 – 2 – 1.
(C) 4 – 2 – 3 – 1.
 (D) 3 – 2 – 4 – 1.
7. “O tráfico de escravos africanos constituiu o mais longo e volumoso processo de migração forçada da História. Para as Américas, foram trazidos cerca de onze milhões de africanos e africanas escravizados e, destes, 40% trazidos para o Brasil, em mais de três séculos de tráfico atlântico.”
A saída forçada de milhões de africanas e africanos é denominada como?
(A) Flagelo Africano.
(B) Escravidão Compulsória.
(C) Diáspora Africana.
(D) Todas as respostas anteriores.

8. “No sertão da Bahia, às margens do rio Vaza-Barris, entre 1893 e 1897, os sertanejos formaram uma povoação: o Arraial de Canudos. Ali viveram cerca de 20 mil pessoas, sob a liderança do beato Antônio Conselheiro, sem depender dos grandes proprietários de terra, nem se abrigar sob a proteção da Igreja Católica.”
Como era a economia estabelecida no Arraial de Canudos?
(A) O Arraial de Canudos era um centro religioso sobrevivendo de doações e esmolas de seus fiéis.
(B) Por seu caráter religioso o Arraial de Canudos tornou-se um centro de peregrinação, o comércio local atendia os romeiros e foi desenvolvido um forte comércio para atender as necessidades dos peregrinos.
(C) O Arraial de Canudos estava localizado próximo a foz de um rio caudaloso e rico em minerais preciosos, por esta razão foi desenvolvida uma economia baseada na exploração de minério.
(D) Canudos desenvolveu uma agricultura de subsistência, sendo os excedentes comercializados com as comunidades que circundavam o arraial.

9. “O Rio de Janeiro, importante porto, era naquele tempo “bela e insalubre”, capital da República, isto é, apesar da sua paisagem encantadora não possuía condições de habitação, saúde e higiene para sua população e seus visitantes.”
Durante o governo de Rodrigues Alves (1902-1906) ocorreu uma histórica revolta relacionada às medidas de saúde pública aplicada. Que nome recebeu este evento?
(A) Revolta dos Mascates.
 (B) Revolta das Vacina.
(C) Revolta das Ataduras.
(D) Revolta dos Sanitaristas.
10. Leia com atenção a música citada e indique que período da História brasileira ela pertence: Apesar de você (1972) Chico Buarque Amanhã vai ser outro dia Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão, não A minha gente hoje anda Falando de lado e olhando pro chão Viu? Você que inventou esse Estado Inventou de inventar Toda escuridão Você que inventou o pecado Esqueceu-se de inventar o perdão
(A) Primeira República
(B) Era Vargas
(C) Regime Democrático
 (D) Ditadura civil-militar

III. Construa um texto dialogando com a questão apontada no trecho citado. Indique relevância e pertinência da temática no ensino de história nos anos iniciais. (2 pontos)

“O registro da chegada dos portugueses na América do Sul como um feito de descoberta, traduz uma perspectiva eurocêntrica. Nesse sentido, um importante debate deve estar presente no ensino de História para as Séries Iniciais: a desmistificação do descobrimento. O registro da chegada dos portugueses na América do Sul como um feito de descoberta, traduz uma perspectiva eurocêntrica; isto é, interpreta a História a partir das vivências e significados dos europeus.”
A questão é de caráter individual e será avaliada pela coerência e argumentação – a questão relativa à eurocentrismo é fundamental na construção argumentativa.

IV. Escolha um conteúdo que conste na disciplina História na Educação 2 e construa uma Sequência Didática. (2 pontos)


Os elementos que serão avaliados estão destacados com seus respectivos pontos – será avaliada pela coerência e a relação entre as etapas da sequência didática. O modelo é uma sugestão, não sendo obrigatório o uso.


Título da Sequência Didática
Tema: (0,25)
Instituição:
Turma:
Ano de escolaridade:
Média de idade dos alunos:
Objetivo Geral: (0,25)
Nº de aulas
Objetivos
Conteúdo
Atividade
Detalhamento
específicos
Quantas aulas serão necessárias para do desenvolvimento da atividade? (0,25)
Objetivo compatível com cada conteúdo e atividade planejada.
(0,25)
Qual/quais conteúdo/conteúdos?
(0,25)
Quais atividades serão desenvolvidas?
(0,25)
Descreva as etapas que comporão cada atividade.
(0,25)
Tempo total previsto: (0,25)

Bibliografia:

AP1 – 2014-01 DISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

AP1 – 2014-01
DISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

    Questão 1 (2,0 pontos) A partir do que foi estudado no Texto 01 (LOMBARDI, José Claudinei. História e historiografia da educação no Brasil) é possível afirmar sobre as fontes de pesquisa:

1. O historiador elege, organiza e interpreta suas fontes em conformidade com suas opções metodológicas e teóricas, posto que as fontes históricas são recursos usados pelo historiador para se aproximar e tornar inteligível seu objeto de estudo.
2. Não existe neutralidade na produção do conhecimento, porque todo conhecimento produzido implica e pressupõe métodos e teorias que embasam o processo e o resultado da construção do conhecimento científico, sendo estes, igualmente, produtos sociais e históricos.
3. O historiador não deve considerar os interesses que permeiam a produção das fontes, pois as fontes registram a história tal como ocorreu.
4. Não é útil ao pesquisador a diversificação de fontes, pois esta pode revelar aspectos e características diferenciadas das relações do homem, quer sejam com outros homens ou com o meio em que vive.
5. Todos os tipos de fontes podem servir ao historiador, conforme seu objeto, posto que são as fontes que possibilitam o entendimento do mundo e da vida dos homens: material lítico e cerâmico, documentos escritos, testemunhos orais, produções iconográficas, audiovisuais, eletrônicas.
Marque a opção CORRETA:
a) 2,4,5.
b) 1,3,4.
c) 2,3,5.
d)1,2,5.

Questão 2 (2,0 pontos) Faça uma exposição do conceito polissêmico de Paidéia (Texto 03). Em seguida, caracterize e compare os modelos de educação de Esparta e de Atenas.
 Respondeu ao tema pedido com coerência e coesão, mostrando que estudou os textos.
 Apresentou de entendimento sobre o conceito de Paidéia;
 Apresentou em linhas gerais dos modelos de Esparta e Atenas;
 Apresentou capacidade de estabelecer relações entre o tipo de sociedade/funções realizadas/ formação oferecida;
 Conteúdo desenvolvido principalmente nas páginas: 13-19;
Conteúdo desenvolvido principalmente nas páginas: 13-19;

O aluno deve ser capaz de reconhecer o termo enquanto representativo do ideal de formação integral do homem grego, do corpo e do espírito. Possui aspecto polissêmico, porque seu significado se aproxima de uma pluralidade de termos modernos, como civilização, cultura, tradição, literatura ou educação.
Contudo, o ideal de formação integral nas práticas educativas das cidades-estado de Esparta e Atenas demonstra que o conceito poderia enfatizar ora um aspecto da formação, ou outro, conforme as funções sociais que a cidade-Estado conferia à educação.
Na cidade militarizada de Esparta, o modelo baseado no estatismo e no conformismo, valorizava a formação militar e esportiva para as atividades de combate, incluindo a educação das mulheres e práticas de eugenia (ver descrição páginas 18-19).
Em Atenas, “iniciadora do ideal democrático”, valorizou além da educação física, a formação do cidadão, do intelectual habilitado a participar da vida política, pelo domínio dos saberes da retórica, por exemplo. A iniciativa privada em educação, em Atenas, era mais importante do que em Esparta, na qual o Estado legislava sobre as práticas educativas.


Questão 3 (2,0 pontos) Explique como surgiram as universidades durante a Idade Média. Apresente em seu texto características da vida universitária e do método de ensino empregado na Idade Média (Texto 06).

Critérios de correção:
 Respondeu ao tema pedido com coerência e coesão, mostrando que estudou os textos.
 A partir do estudo do texto 06, o aluno deve relacionar as transformações urbanas ocorridas no período da Baixa Idade Média, principalmente o crescimento das atividades comerciais burguesas nas cidades, com a criação das universidades como corporações de ofício, ou seja, como associações livres para regulação de profissões. A universitas studii agrupava alunos e mestres interessados em estudos de temas específicos. O aluno também deve caracterizar a escolástica como método de organização e prática do ensino empregado.


Questão 4 (2,0 pontos) A partir do que foi estudado sobre instituição da escola no Mundo Moderno (Texto 07), é correto afirmar que:
1. A institucionalização da escola na Idade Moderna tem como fatores determinantes as mudanças socioculturais, econômicas e políticas que ocorreram a partir do século XVI, com a implantação do modo de produção capitalista, a Reforma Protestante, a Contra-Reforma e a instauração da visão humanista.
2. A partir da Idade Moderna começou-se a considerar que era necessário dar às crianças e aos jovens um modo de vida particular, principalmente no que se refere à educação moral, em função de uma nova concepção humanista de infância e de família.
3. A Reforma e a Contra-Reforma foram importantes para os rumos da educação no mundo moderno e a institucionalização da escola, porque contribuíram para a ampliação e a “publicização” do ensino elementar.
4. A construção de uma nova imagem de família e da infância não repercutiu em novas concepções sobre a educação. A criança precisava ser educada moral e intelectualmente, por isso dever-se-iam criar instituições que separassem as crianças do mundo adulto, formando-as por meio de uma disciplina rigorosa, dosando os valores e os saberes que seriam ministrados.


5. Na construção da Modernidade, o capitalismo nascente precisava de pessoas instruídas que soubessem lidar com a manufatura e o comércio, e a escola tornou-se um local importante para fornecer essa formação.
Marque a opção CORRETA:
a) 1,2,3,5.
b) 1,2,3,4.
c) 2,3,4,5.
d)1,2,4,5.


Questão 5 (2,0 pontos)
No estudo do texto 08, “Jesuítas e as crianças no Brasil Quinhentista”, aprendemos que para além do ensino de ler, escrever e contar, havia por parte da Companhia de Jesus uma intenção explícita de evangelizar, catequizar e converter os indígenas ao cristianismo. Tratava-se, portanto, de disseminar uma concepção de mundo católica para povos que tinham outras culturas, outros hábitos.
Apresente as práticas através das quais os jesuítas faziam o trabalho de evangelização. A partir do que foi estudado no texto, faça uma reflexão e justifique porque a educação não pode ser considerada um processo neutro.
O aluno deve ser capaz de citar as práticas de ensinamento da doutrina através do ensino da leitura e escrita, da utilização de rituais religiosos como missas e procissões, a utilização de instrumentos musicais e dança como mediadores da evangelização. Entendia-se que as crianças - segundo os jesuítas e a concepção de infância que vigorava no período (tábula rasa, papel branco) – ofereciam menos resistência aos novos ensinamentos, enquanto os adultos, que já estavam arraigados nos seus hábitos e costumes, eram mais refratários à mudanças de comportamento. Acreditava-se, também, que as crianças poderiam transmitir o cristianismo aos seus familiares e que serviriam de exemplo para futuras gerações.
A educação não pode ser considerada como um processo neutro porque, assim como é mostrado no texto, a ação educacional é direcionada pelos objetivos e pelas concepções de mundo dos homens nela envolvidos. Por meio da escolarização e evangelização, os jesuítas pretendiam converter e modificar a visão de mundo dos indígenas, buscando disseminar a sua própria visão e aquilo que acreditavam que era verdadeiro.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Proximo semestre

                                         Ola meninas e meninas  do Cederj pedagogia

Hoje  não postarei  nada  nenhum arquivo ,mais recebi algumas diciplinas e postarei quando ttiver um tempinho as imagens da ap1 .



Olha gostaria de dizer que sinto muito por não ter postados mais as provas ! isso se deve se vcs repararam não estão mais disponibilizando gabarito e uma pena !!  resolvi então  postapara vcs que vão no próximo semestre fazer alguma disciplina que postarei possa estudar e não ficar igual uma doida estudando tudo e no final cair nada ou quase nada neh!


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

LP2

Comentários acerca da Avaliação Presencial 1- AP1 de LP2, Segundo Semestre de 2013
Com base na descrição do trabalho realizado em sala de aula pela professora de uma turma de 3º ano do Ensino fundamental, responda:
QUESTÃO 1 – Leitura e Conhecimento Prévio
1.a) Por que a exploração e o desenvolvimento dos níveis de conhecimento prévio são especialmente importantes nas aulas de leitura?
 Veja que ao lado da expressão “Questão 1” aparece o assunto/conteúdo que está sendo solicitado nesta questão, isto é, Leitura e Conhecimento Prévio. Este assunto é tratado na Aula 16, Caderno Didático. Só para lembrar, são 04 níveis de conhecimento prévio: conhecimento de mundo, enciclopédico, linguístico e textual. A Aula 16 explora cada um desses níveis e fala da importância deles para o desenvolvimento da leitura. Assim, nesta questão 1.a, o(a) aluno(a) deveria deixar claro a função dos níveis de conhecimento prévio no trabalho com a leitura, isto é, o aluno deveria explicar os motivos e a importância de se trabalhar (explorar e desenvolver) esses níveis de conhecimento prévio, nas aulas de leitura na escola.
EXEMPLOS DE RESPOSTAS QUE PUDERAM SER CONSIDERADAS DE NÍVEL BOM E ACIMA (COM ALGUMAS ADAPTAÇÕES):
R1: Para que se compreenda, entenda e apreenda um texto é necessário que se conheça ou ao menos que se tenha uma ideia sobre o que o texto fala e aborda. E o conhecimento prévio é a “ferramenta”, o recurso que nos permite isso. Procurar saber o que os alunos já sabem sobre o que lhe será apresentado é essencial, já que é, a partir dali, que o professor irá trabalhar.
R2: Os níveis de conhecimento são importantes porque eles ajudam o professor a interagir com os alunos, sobre o texto que está sendo lido. Os conhecimentos adquiridos formalmente (conhecimento enciclopédico), informalmente (conhecimento de mundo), adquiridos com o estudo da língua e da gramática (conhecimento linguístico) e adquiridos pelo estudo de como os diferentes textos se estruturam e se organizam (conhecimento textual), todos esses conhecimentos que, de algum modo, o leitor já possui, tornarão a leitura mais fácil porque eles acionam informações importantes que ajudam a compreender melhor o texto.
R3: A exploração e o desenvolvimento dos níveis de conhecimento prévio são especialmente importantes nas aulas de leitura porque, quando lemos um texto, resgatamos os conhecimentos adquiridos em outras leituras e vivências para interpretá-lo e compreendê-lo adequadamente. Em todas as leituras que fazemos,
acionamos os conhecimentos prévios que adquirimos ao longo de nossa vida e relacionamos com aquilo que estamos lendo.
1.b) Quais os níveis de conhecimento prévio que um professor precisa conhecer para organizar as tarefas de leitura? Comente com exemplos tirados do trabalho da aula descrita acima.
 O professor só conseguirá explorar e desenvolver os níveis de conhecimento prévio com seus alunos se ele conhecer o que são esses níveis, se ele souber a importância de cada um desses níveis quando se lê. Enfim, ele deve ter fundamentos necessários sobre o assunto, para desenvolver, nas atividades de leitura, reflexões que ajudem os alunos acionarem seus conhecimentos prévios (de mundo, enciclopédico, linguístico e textual) e desenvolverem melhor a leitura. Daí, a questão 1.2 solicitar o seguinte:
a) Quais níveis de conhecimento prévio o professor precisa conhecer para organizar as tarefas de leitura.
b) Complementar ou reforçar a resposta, trazendo para a reflexão exemplos da atividade desenvolvida pela professora, na situação de aula descrita na questão.
EXEMPLOS DE RESPOSTAS CONSIDERADAS DE NÍVEL BOM E ACIMA (COM ALGUMAS ADAPTAÇÕES):
R1: Conhecimento de mundo, enciclopédico, textual e linguístico. Na atividade apresentada, a professora trabalha e aborda todas essas questões com a turma. Ao situá-los e pergunta-los se já ouviram falar sobre a música, se a conhecem, se já ouviram acerca da comunidade abordada na música, e esperar que eles a respondam, ela já fazendo o levantamento do conhecimento que eles já trazem consigo, isto é, do conhecimento informal, de mundo que esses alunos têm. Ao pedir-lhes que escrevam o nome soletrado, ela está verificando se as crianças sabem ou não compô-lo, escrevê-lo, ou seja, está abordando, checando, ajudando-os a acionar este conhecimento formal (enciclopédico) que possuem. O conhecimento textual é abordado com o gênero música. A professora trouxe variedade para a sala de aula, o que deve ser uma prática comum, já que os alunos sabem reconhecer o que é o refrão. O conhecimento linguístico, creio que tenha sido abordado em todo a atividade, já que as crianças, de acordo com o quadro montado pela professora, conseguem traçar comparações, conseguem os significados das palavras.
R2: Conhecimento de mundo – conhecimento que adquirimos informalmente, com a nossa vivência do dia-a-dia. Quando a professora diz aos alunos “hoje vamos ouvir uma música do MC Cidinho e do MC Doca, ...” e pergunta se os alunos conhecem ou já ouviram antes a música, ela está trabalhando o conhecimento de mundo.
Conhecimento enciclopédico – conhecimento que adquirimos formalmente, através de leitura de textos, livros, jornais, revistas e frequentando museus, teatro, cinemas, etc. Quando a professora pede aos alunos para a ajudarem a preencher o quadro com o que os autores dizem de si mesmos e o que os outros pensam deles, a professora
está trabalhando o conhecimento enciclopédico, pois, sobre a realidade do que realmente ocorre na comunidade, é preciso que haja pesquisa e não apenas achar que é.
Conhecimento linguístico – refere-se ao conhecimento que o indivíduo possui em relação ao vocabulário, à gramática, às regras da língua. Quando a professora pede aos alunos que escrevam no caderno o nome do lugar, que é o título da canção, e os alunos escrevem “Cidade de Deus”, a professora está trabalhando o conhecimento linguístico; ela quer saber se eles sabem escrever corretamente o que foi pedido.
Conhecimento textual – refere-se a tudo que sabemos sobre a organização e estruturação de diferentes textos. Quando a professora trabalha com a música, ela está trabalhando um gênero textual, ou seja, está levando ao conhecimento do aluno como é a organização e estruturação de um texto no gênero musical.
QUESTÃO 2 – Praticando o dialogismo
Esta questão deveria ser respondida, tomando-se como base a atividade descrita na questão 2, que se refere à continuidade das ações que a professora citada continua desenvolvendo com os alunos, ou seja: analisarem a composição do cartaz não apenas adivinhando, mas tendo como base o que já sabiam sobre a localidade; isto é, justificando seus argumentos pela referência aos elementos linguísticos, textuais e visuais apresentados no referido cartaz.
2.a) Como a inclusão dessa atividade pode ser vista como visando aumentar a competência linguística e textual dos estudantes?
 Em 2.a, o(a) aluno(a) deveria refletir sobre o seguinte: Como a atividade com o cartaz desenvolvida pela professora, descrita nesta questão, pode fazer com que o aluno aumente sua competência linguística (aprender mais sobre aspectos da língua) e sua competência textual (aprender mais sobre aspectos de textos tipo um cartaz que divulga um filme em comparação com outros tipos de texto).
EXEMPLOS DE RESPOSTAS CONSIDERADAS DE NÍVEL BOM OU ACIMA (COM AS DEVIDAS ADAPTAÇÕES):
R1: A professora usou o mesmo assunto - a comunidade Cidade de Deus - de formas distintas: no texto da letra da música e no texto do cartaz do filme. Ela utilizou-se da letra da música, falou do livro sobre a comunidade e sobre o filme, e, ainda, levou um cartaz deste último para que a turma traçasse paralelos entre o que ouviram, leram e o que viram nas imagens do pôster. Ao fazer isso, a professora expandiu os horizontes desses alunos não apenas para o que aprenderam sobre a comunidade, mas também acerca das possibilidades de se obter e transmitir essas informações. Os alunos tiveram acesso ao áudio, à imagem, bem como ao discurso oral e escrito. Tudo isso ajudou a ampliar as competências linguística (sobre a língua) e textual (sobre diferentes textos) dos alunos.
R2: A proposta realizada pela professora é enriquecedora, pois apresenta o que foi trabalhado por ela anteriormente, mas com outro tipo de linguagem. O cartaz do filme explora principalmente a linguagem visual, mas, também, aspectos da língua verbal e não verbal. Ainda pode-se destacar a análise proposta para entender a composição do cartaz, relacionando-o ao conhecimento prévio da localidade. Sem dúvida, esta atividade contribuiu para aumentar a competência linguística e textual dos estudantes; primeiro, por ser um longa metragem que desperta o interesse por sair um pouco do contexto de sala de aula; segundo, uma produção deste tipo lança mão de diversas manifestações da linguagem.
2.b) O que é uma atitude responsiva e como é possível desenvolvê-la? Exemplifique com a situação acima (ou seja, a situação desenvolvida pela professora, descrita na questão 2).
 Em 2.b, o(a) aluno(a) deveria fazer três coisas: 1º) conceituar “atitude responsiva”; 2º) explicar como ela pode ser desenvolvida em sala de aula; 3º) fazer isso, trazendo como exemplo, a atividade feita pela professora, apresentada na questão 2.
EXEMPLOS DE RESPOSTAS CONSIDERADAS DE NÍVEL BOM (COM AS DEVIDAS ADAPTAÇÕES)
R1: Uma atitude responsiva é reagir ao texto. O leitor não é passivo na leitura, ele questiona o que lhe foi apresentado, concorda, discorda, opina, reflete, interpreta. Ele apresenta sua contra palavra, é ativo. A professora, na atividade acima, pede aos alunos que analisem a imagem com base nas informações que já possuem sobre a comunidade, que utilizem essas informações, que observem as divergências e convergências entre imagem, texto escrito e letra da música. Com isso, ela está contribuindo para que cada um aprimore sua capacidade de agir com atitude responsiva.
R2: Atitude responsiva – refere-se ao posicionamento do sujeito diante de tudo que lhe é apresentado, seja um fato ou um texto. O sujeito coloca suas ideias, seus valores, de forma crítica, comprometida e reflexiva. A atividade proposta pela professora, sobre o cartaz do filme Cidade de Deus, é uma ótima maneira de se desenvolver a atitude responsiva nos estudantes, pois ela os leva a se posicionar diante do que está sendo apresentado, com autonomia.
R3: Uma atitude responsiva é a posição que uma pessoa toma diante de um texto, criticando, elogiando, etc. É possível desenvolvê-la quando se procura compreender, analisar, conhecer melhor o assunto que está lendo. Na atividade citada na questão 2, a professora busca desenvolver essa atitude em seus alunos quando pede que eles analisem o cartaz.
QUESTÃO 3 – Leitura e Discurso
Nesta questão, reproduzimos parte da canção “Cidade de Deus” para que vocês expliquem dois aspectos importantes sobre língua e linguagem.
 Foi apresentado dois trechos da referida música para que o(a) aluno(a) os aproveitasse para responder a questão 3, mais especificamente, 3.a e 3.b.
3.a) O trecho destacado em 3.a deveria ser tomado como base para se responder de que modo a noção de “gênero discursivo” ajudaria a professora explicar a seus alunos o estilo de língua usado no trecho em destaque.
EXEMPLOS DE RESPOSTAS CONSIDERADAS DE NÍVEL BOM (COM AS DEVIDAS ADAPTAÇÕES):
R1: O gênero discursivo, neste caso, o texto da música, contribui para a análise e identificação do tipo de texto que está sendo trabalhado. Refiro-me às características deste texto que influenciam o estilo de língua usado, um estilo que expressa o modo de vida do povo daquela comunidade.
R2: O estilo de linguagem usado na música é a língua da comunidade, a manifestação da linguagem usada por aquele povo, o dialeto deles, a identidade deles. E o gênero discursivo - expressado pela letra da música marcada por um estilo que se identifica àquele povo (o funk)- acaba ajudando a professora explicar o quanto aquele estilo de linguagem utilizado por eles é coerente. Por isso, expressões como “Se liga no que estou falando” e “Tu vai se amarrar, vai se diverti”, não são melhores, nem piores; apenas representam o modo deles se identificarem, dizerem quem são, por meio de um gênero discursivo que também os identifica.
3.b) Utilizando-se do trecho destacado em 3.b, o(a) aluno(a) deveria justificar ou responder o seguinte: o motivo de os MCs não apresentarem uma visão idealizada (irreal) da vida na favela, contestando, desse modo, os estereótipos comumente apresentados no discurso sobre a vida em comunidades como Cidade de Deus.
EXEMPLOS DE RESPOSTAS CONSIDERADAS DE NÍVEL BOM (COM AS DEVIDAS ADAPTAÇÕES):
R1: Na música, os compositores/cantores não escondem ou disfarçam a vida na comunidade. Eles são realistas. Comparam a vida na cidade de Deus à maré que “às vezes tá alta, às vezes tá baixa”. Eles não negam as dificuldades, mas não as glorificam também: “A vida do povo é assim. Às vezes tá tranquila e às vezes tá ruim”. E ainda mostram o otimismo e o estilo “bola pra frente” dos moradores da comunidade: “Depois do cerol tem que dar estanque”.
R2: O fato dos MCs não construírem uma visão idealizada da vida naquela comunidade está claro em todo o trecho. Desde o início, quando é dito que “não escondemos nada o que temos lá dentro”, enfatizando que não há o que se esconder; que existem aspectos negativos conhecidos pela sociedade, mas no verso seguinte defende o fato de a comunidade ter fé. Ou seja, existem pessoas de bem que trabalham e lutam para ter vida digna, apesar do entorno arriscado e violento. Os autores argumentam contra a visão idealizada da vida na favela, afirmando que existem fases boas e ruins, como em outros locais

Ap1 de Curriculo




UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCH
Licenciatura em Pedagogia- EAD
UNIRIO/CEDERJ

 
 


Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância
do Estado do Rio de Janeiro

Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro

AP1  –  2013-2
DISCIPLINA: CURRÍCULO
Coordenação: Profª Leila Lopes de Medeiros

GABARITO


Prezado(a) discente:

Essa é a sua primeira avaliação presencial (AP1). Leia os enunciados com atenção e procure ser claro(a) e objetivo(a) na elaboração de suas respostas.

Para uma avaliação tranquila, observe as recomendações a seguir
· esta avaliação é individual e sem consulta;
· observe que há 04 (quatro) questões nesta avaliação com a pontuação indicada;
· leia atentamente todas as questões;
· responda com caneta azul ou preta;
· escreva com letra legível;
· revise suas respostas e verifique se as ideias estão claras;
· utilize o caderno de respostas;
· demonstre o que você aprendeu nos seus estudos.













QUESTÕES:

1.
Para a teoria tradicional, o Currículo deveria conceber uma escola que funcionasse de forma semelhante a qualquer empresa comercial ou industrial. Sua ênfase estava voltada para a eficiência, produtividade, organização e desenvolvimento. O Currículo deve ser essencialmente técnico e a educação vista como um processo de moldagem. (CEREZER,Osvaldo Mariotto. Documentos de Identidade, p 1)

A partir do trecho da resenha  e com base em seus estudos, elabore um texto  de 6 a 10 linhas explicando como se concretiza, na escola, um currículo com essas características. Descreva o tipo de objetivos, conteúdos e atividades de ensino e aprendizagem devem estar presentes nessa abordagem de currículo e faça uma crítica a respeito. (3,0 pontos)
Orientação para a resposta:
      O texto deve fazer referência a formação voltada para o trabalho, a escola como modelo fabril, a modelagem do comportamento com conteúdos úteis ao trabalho fabril, domesticação (docilização) dos corpos para atuar nas longas jornadas do trabalho maquinal, obedecer ordens. Os objetivos se referem aos comportamentos, atitudes e valores ligados a essa forma de trabalho. As atividades são igualmente são igualmente mecânicas, repetitivas, condicionadoras de comportamentos e fixadoras de conteúdos memorizáveis.
Críticas perda da dimensão humana e supervalorização da formação acrítica e restrita para o trabalho como instituído a partir da revolução industrial, falta de perspectiva de intervenção na realidade individual e social.


2. Vimos nos materiais que o conceito de Currículo vem se alterando de acordo com as concepções de educação predominantes. De acordo com suas leituras, marque com (X) as afirmativas que correspondam a um  entendimento atual sobre  Currículo Escolar: (2,0 pontos).

Podemos afirmar, hoje, que currículo:

(X) é o plano de ação que operacionaliza a proposta pedagógica da escola;
(X) é o documento que determina a distribuição e os horários destinados às disciplinas escolares e às rotinas pedagógicas;
(X) é a descrição minuciosa dos conteúdos, da bibliografia, das avaliações e dos resultados dos alunos em cada período de escolarização;  
(X) é a construção de percursos de aprendizagens escolares mediados pela cultura e pelas expectativas dos indivíduos e da sociedade.


3. Na resenha do livro “Documentos de Identidade”, Osvaldo Cerezer  destaca o tratamento dado pelo autor do livro  a  um tema importante –  o currículo oculto:

O autor, ao abordar o currículo oculto, analisa-o como sendo aquele que, embora não faça parte do currículo escolar, encontra-se presente nas escolas através de aspectos pertencentes ao ambiente escolar e que influenciam na aprendizagem dos alunos. (CEREZER,Osvaldo Mariotto. Documentos de Identidade, p 4 )

Segundo Tomás Tadeu,  o tema  é  visto  por ângulos  diferentes em diferentes teorias do currículo.
A partir da leitura da resenha e do estudo do material didático da disciplina elabore um texto dissertativo de 06 a 10 linhas explicando como é entendido o currículo oculto  segundo a visão crítica do Currículo. (2,0 pontos).

Orientação para a resposta:
O currículo oculto compreende a atitudes, comportamentos, relações entre professores e alunos. Ações que estão presentes no ambiente escolar, que fazem parte das práticas pedagógicas, mas não se encontram de maneira explícita no currículo.
      Segundo a visão crítica do currículo, ao repetir determinados comportamentos, como a forma de lidar com os alunos e a maneira de arrumação em salas de aulas, são ações que tem contribuído para perpetuar as condições de subordinação das crianças  desfavorecidas economicamente, já que reforça uma cultura que é valorizada por uma elite dominante. Dessa forma, a reflexão sobre o currículo oculto é um aliado na busca por mudanças nesses tipos de condições sociais dessas crianças.


4.
“As versões emancipatórias do multiculturalismo baseiam- se no reconhecimento da diferença e do direito à diferença e da coexistência ou construção de uma vida em comum além de diferenças de vários tipos” (Santos, 2003, p. 33)
Construir o currículo com base nessa tensão não é tarefa fácil e irá certamente requerer do professor nova postura, novos saberes, novos objetivos, novos conteúdos, novas estratégias e novas formas de avaliação. (MOREIRA, Antonio Flavio e CANDAU, Ana Maria.  Educação escolar e cultura(s)

A partir desse trecho e dos demais estudos, considerando que ocultar a diferenças através da exaltação da igualdade não parece ser a forma mais adequada de encarar esse desafio, descreva, em um texto de 06 a 10 linhas, como se constituiria um Currículo na visão multiculturalista. (30 pontos)
Orientação para a resposta:
Para a construção de um currículo na visão multiculturalista, é necessário romper com a ideia de que existe uma única cultura, aquela que é valorizada pela classe dominante. É importante que “o docente se disponha e se capacite a reformular o currículo e a prática docente com base nas perspectivas, necessidades e identidades de classes e grupos subalternizados.” (MOREIRA ; CANDAU, 2003, p.157)
Sendo assim, os autores apontam para a importância da superação de um daltonismo cultural, valorizando todas as diferentes culturas que permeiam no espaço escolar e a busca por estratégias pedagógicas que possam lidar com a heterogeneidade presente nesse espaço. Estratégias que são inesgotáveis, como a necessidade de reescrever o conhecimento a partir das diferentes raízes étnicas, mas especificamente, a partir das experiências vividas dos educandos, contextualizar sempre os conteúdos de conhecimento, permitindo a entender como foi construído historicamente e a promoção de um espaço de crítica cultural, possibilitando questionar tudo aquilo que é considerado normal e natural como cultura.